Rodrigo Bittencourt

Rolos



Trailer do disco

Pra não me machucar (clip)

Hurricane

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Fotos para imprensa


Release Rodrigo Bittencourt

Release Rodrigo Bittencourt (English)

Release Casa Vazia por Zeca Baleiro

Release Casa Vazia por Mauro Ferreira


Rodrigo Bittencourt é diretor de cinema e de TV, roteirista, músico e escritor. Escreveu, dirigiu e fez a trilha sonora do seu primeiro longa-metragem, TOTALMENTE INOCENTES. O sucesso de público foi grande, alcançando a marca de MEIO MILHAO DE BILHETES com apenas 110 copias no Brasil, ficando entre os seis filmes de maior bilheteria do ano de 2012 na frente de diretores como Walter Salles e Fernando Meirelles. Agora prepara seu segundo e terceiro longas. "Esmalte vermelho", pela globo filmes, protagonizado por Fabio assunção (com previsão de filmagem dez e jan de 2014-2015) e produzido por Roberto Farias e "Um cupido muito estúpido" (previsão de filmagem jun- jul 2015), protagonizado por Fabio Porchat, produzido por Clelia Bessa e distribuído pela Paramount americana.

Escreveu, dirigiu e produziu cinco curtas. Com destaque para três: “Por acaso Gullar” (com Ferreira Gullar e Maria Bethânia) o doc foi selecionado para dezenas de festivais pelo Brasil e comprado pelo SESC para exibição também em todo o país. “Procurando Jorge Mautner” (esse curta deu origem à série “Procurando quem?” que ficou dois anos em cartaz no canal Brasil) e “Who’s Gonna Fuck My Wife?” (com Cauã Reymond), comédia de ficção selecionado para vários festivais internacionais.

Na TV Rodrigo escreveu e dirigiu a série “Procurando quem?” (Canal Brasil, 2009/2010) e a série “Até que faz sentido”, protagonizada por Felipe Neto (Multishow, 2012)

Como músico foi gravado por Maria Rita, Fagner, Thaís Gullin, entre outros. Lançou dois discos em carreira solo (“Canção pra ninar adulto”, 2003 e “Mordida”, 2009) e um disco com sua banda Les Pops (“Quero ser cool”, 2011) e agora lança seu mais novo disco: CASA VAZIA, produzido por Pedro Sá, que assina também os últimos três discos de Caetano Veloso.

Como escritor tem dois livros publicados: “Esmalte vermelho” (romance, 2008) e “Ópera Brasil de embolada” (infanto-juvenil, 2011).

Rodrigo Bittencourt is a film and TV director, writer and musician. Wrote, directed and composed the soundtrack of his first feature, "Totalmente inocentes". Even being a low budget film, the movie was a great box-office hit, reaching half a million tickets and ranking among the top five films of the year in Brazil. He is now working on his second feature, a romantic comedy, which promises to be even more successful than his first one!

Wrote, directed and produced five short films. "Por acaso Gullar" (with Gullar and Maria Bethania) selected for dozens of festivals in Brazil and purchased by SESC to be exhibited throughout the country. "Procurando Jorge Mautner" (which was the seed for the TV series "Procurando Quem?", exhibited by Canal Brasil channel for 2 following years) and "Who's Gonna Fuck My Wife?" (with Cauã Reymond), a comedy selected for various international festivals.

On TV, Rodrigo wrote and directed the series "Procurando Quem?" (Canal Brasil, 2009/2010) and the series "Até que faz sentido," starring Felipe Neto (Multishow, 2012).

As a musician, he was recorded by Maria Rita, Fagner and Thais Gullin, among others. He released two albums as a solo artist ("Song for Bedtime Adult", 2003 and "Bite", 2009) and an album with his band Les Pops ("I Want To Be Cool", 2011) and is about to launch his new release: EMPTY HOUSE, produced by Pedro Sá, the same producer of the last three Caetano Veloso's albums.

As a writer he has published two books: "Red Enamel" (novel, 2008) and "Opera Embolada of Brazil" (juvenile, 2011).

Depois da divertida aventura a três com o projeto Les Pops - quando somou forças com os parceiros Thiago Antunes e Daniel Lopes no disco Quero Ser Cool (2011) -, Rodrigo Bittencourt alça novo voo solo no cd “Casa Vazia”. Depois da boa estreia com “Canção para Ninar Adulto” (2003) e o ótimo e subsequente “Mordida” (2009), Rodrigo volta à carga com seu som algo bossa nova e rock’n’roll, enquanto realiza também o seu primeiro longa Totalmente Inocentes. É, o cara é um experimentador dos bons – músico, poeta, cineasta, escritor e filósofo de botequim da melhor estirpe.

Gaiato e lírico, brejeiro e urbano, leve e denso, Casa Vazia é feito de contrastes, sol e chuva, casamento harmonioso de extremos. O disco começa com a suave “Agora”, em que o artista divide o canto com a bela voz de Alexia Bomtempo e engata na delicada toada pop “Casa Vazia”. Isso pra logo depois se aventurar na língua de Shakespeare e Dylan em “From Yourself”. “Pra não me Machucar” é daquelas baladas matadoras que as rádios disputariam a tapa se não vivêssemos num tempo de trevas musicais (aqui Rodrigo divide espertamente os vocais com outra – nova e boa – cantora, Mariana Rios).

“Samba Meu”, cuja gravação de Maria Rita em disco homônimo de 2007 tornou o nome de Rodrigo mais conhecido dentro e fora do meio musical, ganha aqui novo registro, mais despojado e mais pop, sem contudo perder a verve sambista. Já que falei no homem algumas linhas acima, a bilíngue “Espresso” é a mais dylaniana das canções do disco, com versos ácidos e afiados (“e lá fora no mundo eu vejo os bois / com medos enlatados esperando um depois”) e refrão que soa como que roubado de um clássico folk. “Macunaíma” vem em seguida como um manifesto que é também espécie de autorretrato – sim, Rodrigo é um Macunaíma pós-moderno, reciclador das precariedades e belezas brazucas, anti-herói da brasilidade, fiel às origens mas sem arroubos culturalistas, sem “meu Brasil brasileiro” nem “esse coqueiro que dá coco”.

“Santinho” é quase um reisado, uma folia de reis do asfalto. A singeleza do refrão (“oh, santo, santinho meu / dá… ela pra eu”) lembra canções de outros tempos do Renato Teixeira. Depois ouve-se uma canção (“The River”) que parece saída da pena de Nick Drake, o triste bardo da Birmânia. Aqui se percebe como é largo o espectro da música de Rodrigo, apesar de sempre aparentemente despretensiosa – um de seus trunfos, aliás.

“Thil the End” encerra o disco com pinceladas Beatles e a sensação de que não cansaria nem os ouvidos nem as emoções do ouvinte se viessem mais umas três canções pelo menos, tão fluente e suave que ele soa.

Muito bem escoltado por Pedro Sá, Domenico Lancelotti e Rubinho Jacobina, músicos atuantes na cena carioca, e sob a batuta de Sá na produção, Rodrigo me conta que o cd foi gravado ao vivo no estúdio, sem click e sem autotune (pra quem não sabe, uma ferramenta tecnológica que conserta “desafinos” dos cantores). Não é à toa então que o cd parece tão natural, vivo, orgânico. Não há busca obstinada para sê-lo, ele foi feito assim, simplesmente.

Cantor sóbrio, mas muito expressivo, Bittencourt não precisaria mesmo de autotune, já que é suficientemente afinado. Vai desafinar sim, mas só o coro dos contentes tolos que gostam de alardear que a canção morreu.

Eu digo e repito: não morreu não. Ouçam Rodrigo. Sua música e sua poesia não me deixam mentir.

Zeca Baleiro
julho de 2012

O refinado espaço interior do artista

Rodrigo Bittencourt lança seu quarto CD, Casa Vazia, gravado artesanalmente com produção de Pedro Sá

Se não tivesse virado clichê entre críticos caracterizar um disco ou filme como ‘íntimo e pessoal’, tais adjetivos seriam perfeitos para dar a pista de Casa Vazia, quarto CD do cantor, compositor, cineasta e escritor carioca Rodrigo Bittencourt. Disponível para venda no iTunes a partir de setembro, em edição digital independente, Casa Vazia é disco repleto de sentimentos e sons recolhidos no espaço interior do artista. Mas há um traço concreto e determinante na arquitetura artesanal de Casa Vazia. Ao terminar um casamento de oito anos e meio, Rodrigo Bittencourt se viu a sós em todos os sentidos. Morar sozinho proporcionou um natural e inevitável mergulho interior que gerou o repertório inédito e autoral decorado em Casa Vazia de forma despojada, sincera, verdadeira. No entanto, em seu bloco do eu sozinho, o artista se deixou acompanhar rotineiramente de dois músicos fundamentais na arrumação das onze músicas: Domenico Lancellotti e Pedro Sá, grifes da moderna música brasileira. Essa dupla deu um trato na cozinha de Casa Vazia. Domenico entrou com os pratos (de sua personalíssima bateria) e com os sons de seu MPC. Celebrado pelo toque de sua guitarra, Sá tocou os baixos e assumiu a produção propriamente dita. Já o dono da casa se encarregou dos violões e do canto. Rubinho Jacobina cuidou das eventuais cordas enquanto Marcos Kuzka contribuiu com alguns objetos (piano, viola e wurlitzer) que fazem a diferença na decoração final. Já o toque feminino ficou por conta das participações da cantora e compositora Alexia Bomtempo (convidada em Agora e em Casa Vazia, além de parceira do anfitrião em Till The End) e da atriz e cantora Mariana Rios (convidada de Pra Não me Machucar).

Na discografia solo de Rodrigo Bittencourt, Casa Vazia sucede Mordida (2008). Se o disco anterior exteriorizou uma veia pop, já mostrando para quem quisesse ouvir que estamos diante de um dos grandes compositores de sua geração, Casa Vazia esboça um movimento para dentro. É um (grande) disco interiorizado, confessional. E que, na sua direção própria, reitera a alta qualidade do repertório de Rodrigo Bittencourt, compositor que deu seus primeiros passos no mercado fonográfico em 2003 com o lançamento de seu álbum de estreia Canção Para Ninar Adulto e que começou a ser efetivamente notado, comentado e (mais) gravado quando Maria Rita abriu e batizou seu terceiro disco de estúdio, Samba Meu (2007), com nome de composição de Bittencourt. A mesma música que reaparece cinco anos depois em Casa Vazia no registro pessoal do autor.

Artista multimídia, Rodrigo Bittencourt construiu o repertório de Casa Vazia com conexões com outras formas de arte. O próprio projeto gráfico de Flávio Soares dialoga de forma primorosa com o universo particular do disco. Pelas fotos do cantor e pelas imagens de objetos e cômodos dispostas ao longo do encarte, já é possível ter clara noção do espaço interior do artista na concepção das músicas e do disco propriamente dito. Rodrigo Bittencourt – para quem não sabe – também transita por outros caminhos artísticos. Cineasta em ascensão, Bittencourt já lançou quarto curtas de ficção e apresenta seu primeiro longa-metragem, Totalmente Inocentes, neste mesmo segundo semestre de 2012 em que Casa Vazia chega ao mercado nas prateleiras virtuais das melhores casas do ramo digital. Como escritor, o múltiplo artista já contabiliza um romance adulto (Esmalte, de 2008) e um livro infantil (Ópera Brasil de Embolada, 2010).

Casa Vazia atesta a versatilidade de Rodrigo Bittencourt não somente por conta das conexões com outras formas de arte (várias imagens poéticas das letras, perdoem o clichê, são cinematográficas ou são poesia pura mesmo). O compositor revela facetas e influências novas. Afinal, Casa Vazia habita um mundo musical totalmente diferente do último projeto fonográfico do artista, Quero Ser Cool, o irônico disco gravado e assinado por Bittencourt com o trio carioca Les Pops, projeto paralelo do artista. Aliás, um dos integrantes do Les Pops, Thiago Antunes, é o parceiro de Santinho, música que mostra que Rodrigo Bittencourt agora reza por outras cartilhas. Mas o único milagre em Casa Vazia é o da inspiração do compositor. Todo o processo de gravação do disco foi feito de forma transparente, sem uso de autotunes e sem truques de estúdio. Eventuais sujeiras não foram empurradas para debaixo do tapete de Casa Vazia. É por isso que tudo soa absolutamente limpo e aconchegante no disco, pequena obra-prima da cena indie nativa. Sim, Casa Vazia é um disco íntimo e pessoal – ó santinho, me livra dos clichês – mas Rodrigo Bittencourt abre as janelas de seu mundo interior para os ouvintes. Entre sem bater. De certa forma, pelo tom universal das emoções e sentimentos expostos no cancioneiro confessional, Casa Vazia é sua também.

Mauro Ferreira
Agosto de 2012

Casa Vazia – Um olhar sobre cada cômodo

1. Agora (Rodrigo Bittencourt)
Invertendo posições na guerra dos sexos, é a fêmea que caça o macho desiludido e em fuga nos versos poéticos deste samba cool que expõe a maestria de Rodrigo Bittencourt como compositor. Alexia Bomtempo junta sua voz suave à do anfitrião de Casa Vazia neste tema adornado com as cordas do quarteto orquestrado por Rubinho Jacobina.

2. Casa Vazia (Rodrigo Bittencourt)
A faixa-título de Casa Vazia exibe arquitetura sofisticada na construção do arranjo. Que reitera o significado da letra com pausas e silêncios, como os que interrompem a bela canção de ecos ruralistas após o verso ‘Pego um cigarro mentolado pra esperar’. Em contrapartida, o arranjo fica encorpado, com os vocais de Alexia Bomtempo, após o verso ‘Deixa a vida barulhar’. As cordas também pontuam os movimentos em que o personagem acorda para a vida.

3. From Yourself (Rodrigo Bittencourt)
Música bilíngue, em português e em inglês, que sinaliza certa influência benéfica da arquitetura da obra de Caetano Veloso na construção do tema. Piano de clima bossa-novista, carioca, se faz ouvir na faixa que cita o Rio de Janeiro, cidade vazia de sentido sem a musa amada. Mas a praia é quase a do reggae em canção cuja fonte é a saudade.

4. Pra Não me Machucar (Rodrigo Bittencourt e Liah Soares)
A cantora e compositora Liah Soares é a partner autoral de Bittencourt nesta música gravada pelo cantor em dueto com a atriz e cantora Mariana Rios. A letra junta os cacos emocionais de um amor que chegou ao fim. É a faixa em que mais saltam aos ouvidos os barulhinhos bons do MPC e da bateria de Domenico Lancellotti. Pra Não me Machucar é canção que evolui para a levada do xote. Doídos pela separação, os amantes endurecem sem perder a ternura.

5. Macunaíma (Rodrigo Bittencourt)
Nosso herói solitário tritura antropofagicamente referências da brasilidade tupiniquim. Com as cordas dispostas de forma inventiva, a música reprocessa a cadência bonita do samba e outros toques da terra do axé, de Pelé, do apresentador Chacrinha (1917 – 1988) e do café. Uma música de espírito tropicalista, coerente com a obra de um compositor brasileiro, herói poeta que ri e que chora. E que prefere nossos sambistas….

6. Espresso (Rodrigo Bittencourt)
Espresso é a expressão italianada que designa o café nosso de cada dia corrido. A levada do violão de Rodrigo Bittencourt conduz esta faixa bilíngue que dialoga com o universo do folk rock. A letra é poesia pura, resistindo bem sem a música. O poeta bebe a vida como quer, sorvendo o mundo sem açúcar que foca com suas retinas cheias de sonhos.

7. Santinho (Rodrigo Bittencourt e Thiago Antunes)
A parceria de Bittencourt com Thiago Antunes – seu colega no carioca trio Les Pop – realça o canto em feitio de oração na exposição de letra em feitio de poesia. No caso, versos que remetem a um universo interiorano impregnado de religiosidade. Um mundo barroco se descortina enquanto o fiel apaixonado roga aos santos a volta da amada.

8. Morro Bom (Rodrigo Bittencourt)
Neste dengo moderno, o anfitrião está com a casa e o coração abertos para a entrada da mulher amada. Faixa de tom aconchegante, Morro Bom ressalta as linhas bem marcadas do baixo de Pedro Sá, condutor do tema.

9. Samba Meu (Rodrigo Bittencourt)
Trata-se da única música de Casa Vazia que já tinha registro em disco. No caso, um registro feito em 2007 por Maria Rita, que recorreu ao tema de Bittencourt para pedir a benção para passar para o lado do samba em seu terceiro CD. Na letra, o poeta pede ao samba a benção para passar a dor de amor. “Meu samba não despreza o esquisito / … / Meu samba é de bossa e não de grito”, dão a pista certeira alguns versos do samba cool.

10. The River (Rodrigo Bittencourt)
Essa balada classuda, composta e gravada em inglês, é exemplo perfeito do caráter confessional que pauta o repertório de Casa Vazia. O heroico poeta macunaímico se encontra à procura de sua garota, de Deus e, sobretudo, de si mesmo. Conduzida pelo violão de Bittencourt, a canção ganha denso registro de intensidade crescente.

11. Till the End (Rodrigo Bittencourt e Alexia Bomtempo)
No fim de um disco de concepção solitária, o anfitrião convida para um mergulho a dois, sem rede, nos sonhos e na vida. O instrumental sujo, indie, da música composta por Bittencourt com Alexia Bomtempo ganha pressão à medida em que Casa Vazia se fecha, abrindo novas possibilidades de amar. (M.F).

Totalmente inocentes

Curtas

  • hiato (com nada costa e kiko mascarenhas

  • por acaso gullar (com ferreira gullar e maria bethânia)

  • whos gonna fuck my wife (com cauã reymond e bernardo mello barreto)